As imperfeições do turismo brasileiro

(Porto de Galinhas, Ipojuca, Pernambuco.)

Quem trabalha no ‘trade’ do turismo brasileiro conhece os esforços dos governos federal, estadual e municipal para vender uma imagem positiva, tanto internamente quanto internacionalmente. Ainda estamos distantes de atingir os níveis de classificação estabelecidos pela OMT (Organização Mundial do Turismo).

Casos como o ocorrido recentemente em Porto de Galinhas, Ipojuca, Pernambuco, em que um casal de turista foi agredido, repetem-se em boa parte do Brasil - não apenas nas orlas, mas também na maioria das cidades turísticas.

Anos atrás, eu entrevistava Sérgio Ricardo, então presidente da Riotur, em um evento no Rio Centro, quando fomos interrompidos por um de seus assessores. Paramos por alguns longos minutos e, ao retornarmos, seu semblante já não era o mesmo: demonstrava enorme preocupação.

Como qualquer jornalista, antes de iniciar as gravações, perguntei o que havia ocorrido. Pedindo que eu não comentasse o assunto durante a entrevista, ele me contou que um turista estrangeiro acabara de ser assassinado durante um assalto.

Além de se tratar de um fato extremamente delicado em relação à segurança - ainda mais se tratando da cidade do Rio de Janeiro -, aquele episódio certamente se tornaria manchete no mundo.

O Rio de Janeiro é reconhecido como um dos destinos mais atrativos para o turismo internacional, e a disputa pelo ranking de visitação gera muitas especulações, pois envolve milhões de dólares em receita para hoteleiros, restaurantes e outros setores. Esse fato era um prato cheio para a mídia internacional afirmar que o Rio não é seguro para visitação turística.

Apesar das autoridades e gestores do setor trabalharem para garantir uma estada segura aos turistas, sempre fica uma mancha no currículo da cidade.

Não adianta a cidade ser atrativa se sua população não tiver espírito hospitaleiro. Porto de Galinhas é um exemplo recente.

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