Debate em Brasília sobre a criação do SENATUR

(Cúpula do Plenário da Câmara dos Deputados,
em Brasília - um dos monumentos turísticos da capital federal.)

A proposta em discussão em Brasília sobre a criação do SENATUR - Serviço Nacional de Aprendizagem do Turismo (PL 5.942/2025) - tem gerado intensos debates. De um lado, a CNTur – Confederação Nacional do Turismo, que defende a iniciativa. De outro, a CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo - posiciona-se contra, argumentando que a medida enfraqueceria o já consolidado 'Sistema S' (Sesc/Senac).

O embate revela um divisor de interesses institucionais: enquanto a CNTur busca liderar a gestão da capacitação voltada ao turismo, a CNC defende a manutenção da estrutura atual, alegando eficiência e resultados comprovados.

No entanto, quem acaba sendo prejudicado nesse impasse são justamente os profissionais do ‘trade turístico’ e todos aqueles que dependem dessas atividades - seja em nível nacional, estadual ou municipal. O risco é que a disputa política sobre “quem está mais próximo do turisticamente correto” atrase avanços sólidos na qualificação e no desenvolvimento do setor.

O turismo no Brasil cresce a passos de tartaruga, pois só ganha destaque quando fatos como este chegam às mesas do poder público. O brasileiro, que deseja ver seu território valorizado por visitantes conscientes, ainda aguarda uma política de segurança pública mais eficiente, atendimento de excelência, rodovias adequadas e, tráfego aéreo e aeroportos dentro das normas internacionais.

O SENATUR surge com propostas de melhoria, focadas na capacitação profissional e na estruturação da cadeia turística brasileira. Por outro lado, há quem afirme que esses benefícios já existem. Enquanto isso, nosso comércio, nossas riquezas naturais e toda a cadeia produtiva que o turismo impulsiona permanece restrito, em grande parte, à exploração interna. Ainda falta muito para que o mundo volte seus olhos, com verdadeiro interesse, para nós.

Que este debate se encerre logo. Não importa de que lado a corda venha a romper; o que precisamos é arregaçar as mangas, pois há muito trabalho a ser feito se quisermos estar entre os países mais visitados do planeta. Condições nós temos - o que falta é vontade política.

O turismo agradece.

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